17 dezembro 2005

 

O novo exército global


A perturbar a legitimidade da OMC, manifestantes em Hong Kong enfrentam o gás pimenta e os bastões das forças da ordem.


Comments:
O novo exército somos nós! o povo global!
E a blogosfera é das melhores armas ao nosso dispôr. Tá na horinha de comeßar a agir! Nos vários níveis, no local, no nacional, no internacional. Cada voz conta, uma só pessoa que possamos trazer para o nosso campo já é uma vitória em si mesma. Avante!
 
Nem mais nem menos, mas alem dos nosso gabinetes, dos laptops e dos wi-fis, ha o combate na rua. O banho no gas pimenta e o dancar entre os bastoes e os escudos fazem falta para sitiar os poderosos, para os fazer ver que estas citadelas em que se defendem sao frageis...
 
Hum.... Näo era bem nisso que eu estava a pensar. A acäo radical, para além de comportar riscos pessoais elevados, pode muitas vezes conduzir a mais violência e näo à resolucäo do problema. Na verdade penso que a minha intervencäo é täo mais directa quanto estiver localmente relacionada com aspectos do meu círculo pessoal.
É na consciência cívica do meu bairro que comeca, por assim dizer. É na minha rua, no sr S, que sistematicamente estaciona mal o carro perturbando o resto dos moradores. É na merda da junta de freguesia que a ùnica coisa que faz é organizar piqueniques para a terceira idade (nada contra mas näo chega).
Depois passa para a minha cidade e para o meu país. Aqui a minha intervencao terá menor influência, mas poderá ser ainda directa. Veja-se o caso das eleicöes: é falar com o augusto do café, com a maria da retrosaria, com o afia facas e tentar traze-los para o meu campo. Cada voto é um voto. Obviamente, à medida que alargo o raio da minha accäo menores säo as ferramentas ao meu dispôr, aqui a blogosfera é fundamental. Ela tb é fundamental ao nível da intervencao nacional mas muito mais se torna quando pretendemos aprender com outros e ensinar outros a nível internacional. Em certa medida, é por isso que o meu blog se faz em inglês. Nao tenho todavia quaisquer ilusöes de grandeza ; sei que no final do dia a minha infuência será ínfima. Mas näo é isso que está em causa. Nenhum homem é uma ilha como dizia o outro e neste mundo global ninguém pode ficar impávido e sereno a ver a caravana passar. Outra coisa importante da blogosfera é dominar a técnica. Näo basta ter algo para se dizer: é necessário saber dizê-lo e, mais importante, é necessário saber publicitá-lo. Isso, confesso, näo domino, mas quero aprender.

Abraco, amigo Cabral
 
Interessante como estas conversas se entrecruzam, penso no post mais recente e no que se ai discute. Num mundo tao brutal e' natural que estejamos saturados da "violencia." Contudo, recusar essa arma por principio pode ter custos muito elevados.

Quando as policias do sistema ensaiam um massacre (Bloody Sunday por exemplo) para nos intimidar o que fazer? Escrever peticoes? Esperar por eleicoes (tantas vezes manipuladas)? Ou sair para as ruas com pedras nas maos? As vezes e preciso desrespeitar a ordem, os cordoes policiais, para dar a conhecer aos poderosos que nao respeitamos as regras deste sistema e que o mundo nao e deles e' nosso. As vezes e preciso pegar em armas quando temos uma arma apontada a cabeca. E isso ou ser morto...
 
A blogosfera pode e deve ser uma arma. Como a cantiga já o foi. Mas todas as lutas precisam de diferentes armas. Quais depende dos contextos. Veja-se o caso português: enquanto a esquerda andava de viola em punho, nas campanhas de alfabetização e acções como os SAAL e outros, o que andava a fazer a direita? Organizou-se nas Igrejas, queimou sedes de partidos de esquerda e preparou uma força militar, incluindo desviando aviões militares. Tudo no mais "puro interesse da democracia".
 
Gostava de apresentar ainda um outro exemplo. Uma das guerrilhas colombianas entrou, creio que nos anos 80, num processo de paz e depois de desarmamento, criando um movimento eleitoral. Foram perseguidos e muitos deles assassinados.
 
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