21 setembro 2007

 

Liberdade de expressão a la Fox


Ao receber o Emmy a fabulosa Sally Field, insurge-se contra a guerra. Mas a Fox corta-lhe o pio. Premiada, mas não tanto.



"Se as mães governassem o mundo não haveria as malditas guerras..."

Vídeo encontrado no tempo das cerejas.

Comments:
Isto não é uma provocação, mas se não leste, aqui fica este artigo:

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1305371


1 Abraço!
 
Aliás aqui:

Gordon Brown anuncia ausência, Lisboa desvaloriza
21.09.2007 - 06h00 Teresa de Sousa, null


A diplomacia portuguesa tentou ontem desdramatizar o anúncio público e taxativo do primeiro-ministro britânico de que não participará na cimeira entre a União Europeia e a União Africana caso o Presidente do Zimbawe, Robert Mugabe, esteja presente.

A cimeira, que está prevista para os dias 8 e 9 de Dezembro, em Lisboa, é uma das iniciativas mais emblemáticas da presidência portuguesa. A oposição de Gordon Brown à presença de Mugabe era conhecida. A sua provável ausência já era antecipada por Lisboa. A novidade está nos termos duros com que ontem, num artigo publicado no diário The Independent, Gordon Brown tornou pública a sua posição. O líder britânico denuncia a situação de catástrofe humanitária na antiga colónia britânica e considera que a presença do seu líder, contrariando as sanções aplicadas pela própria União, "subverteria a cimeira, desviando as atenções das questões importantes que devem ser resolvidas".
Desafiante, Mugabe já respondeu a Brown. "O Presidente foi convidado e vai a Lisboa como o representante do Zimbabwe, quer Brown lá esteja quer não", disse em Harare o seu vice-ministro da Informação.
Em Lisboa, a preocupação é desvalorizar este fogo cruzado. "Não há nada de novo. Já sabíamos qual era a posição do primeiro-ministro britânico", disse ontem à Lusa o chefe da diplomacia portuguesa e presidente em exercício do Conselho da UE, Luís Amado. Que, no entanto, esclareceu não ter sido ainda feito qualquer convite aos chefes de Estado africanos.
Sem pôr em causa a determinação de Lisboa em realizar o encontro, Amado deixou expresso o incómodo da situação quando admitiu que, entre um e outro, "gostaria mais" de ver Gordon Brown em Lisboa e prometeu que a presidência "continuará a trabalhar nas próximas semanas para clarificar esta questão".
A diplomacia portuguesa desenvolveu um intenso trabalho de bastidores para convencer alguns dos líderes africanos com maior influência em Harare a dissuadirem Mugabe de comparecer. Provavelmente continuará a fazê-lo, embora sem grandes ilusões. "Mugabe ainda é visto em África como um combatente da liberdade contra o colonialismo", disse ao PÚBLICO um diplomata em Lisboa.
Fontes diplomáticas portuguesas e britânicas sublinharam que Brown reservou dois parágrafos do artigo para sublinhar a importância que atribiui à cimeira. "Quero que esta cimeira, sob a liderança do primeiro-ministro Sócrates, seja um verdadeiro sucesso", escreve. Acrescentando que se trata "de uma oportunidade séria de forjar uma parceria mais forte entre a EU e África (...)."
Os gabinetes de Amado e do primeiro-ministro português voltaram ontem a enumerar, um a um, os argumentos a favor da cimeira, mesmo sem a presença do líder de um dos países com mais peso na definição de uma estratégia africana.
Lembraram que Tony Blair também não foi ao Cairo quando, em 2000, a anterior presidência portuguesa organizou a primeira cimeira UE-África e pelas mesmas razões. Insistiram em que as relações da Europa com África "não podem ficar reféns" do Zimbabwe. Recordaram que outros líderes com as mãos manchadas de sangue estarão em Lisboa (como o Presidente do Sudão, Omar Al- Bashir). Insistiram em que a questão dos direitos humanos e do bom governo figurará na agenda do encontro.
Existe hoje, entre os europeus, uma consciência muito mais funda da importância de uma estratégia comum para África, que extravasa os países com mais ligações históricas ao continente e que decorre também do novo interesse da China e os Estados Unidos pelo continente africano. É com isto que a presidência conta para tentar evitar que a atitude de Brown "contagie" outros estados-membros, sobretudo nórdicos.
Ontem, a imprensa britânica explicava, em parte, a tomada de posição pública do primeiro-ministro britânico com as pressões de personalidades religiosas do Zimbabwe e do Reino Unido ou de figuras tão importantes como o arcebispo sul-africano Desmond Tutu.
 
Parece que a liberdade de expressão não está a ser muito bem tratada em terras do tio Sam.
 
Na idade mèdia os bobos da corte tinham liberdade para falar mal de toda a gente,mas de vez em quando là lhes cortavam a cabeça.Entretanto adoptàmos a democracia,mas sò quem for muito anjinho acredita que o poder està no povo ou que existe liberdade de expressao.Estamos na mesma,de ez em quando(agora com mais frequencia)là rolam umas cabeças.
 
A imagem do bobo da corte está bem relembrada.

Quanto ao Mugabe: lamento a sua vinda, mas não choro uma lágrima por um porco que é tão culpado como o Blair da chacina no Iraque.

Alguns dizem que Brown estaria contra a guerra. Se assim foi, ainda é pior que o Blair, pois pôs de lado alguma réstea de humanidade para chegar ao poder. Espero que sufoque com ele (com ou sem pretzel)...

Abraços
 
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