02 julho 2007

 

Aparições


Diz o JoaoMiranda do Blasfémias:

“Se o Estado proibir o fumo nos restaurantes a única coisa que garante é que todas as pessoas terão menos escolhas. Não garante, antes pelo contrário, que os empregados passarão a ter mais opções. Para início de conversa, deixarão de receber o prémio que hoje vem incluído no salário por trabalharem num ambiente com fumo.”

O JoaoMiranda vê coisas que mais ninguém vê.

Segundo esta miragem os empregados dos bares de sub-cave seriam magnatas comparados com os empregados das esplanadas. Mas para quem vê a imagem de Nossa Senhora aparecer numa torrada, eu sugeria dar o passo seguinte no argumento e especular sobre os incrementos salariais diferenciados do fumo de cachimbo, charuto, e cigarrilha.

Comments:
Meus caros:
Precisamos de ajuda. Seria possível ajudar a dar visibilidade a isto: http://ocorencias.blogspot.com/2007/07/prepotncia-e-arbitrariedade-sem-limites.htm ? Obrigado e abraços, Paulo.
 
Também não conheço esse premio apesar de na minha juventude ter trabalhado em bares e cafés...

Será que me devo queixar ao sindicato por o não ter recebido, ou terei de o pedir ao "idiota" que teve tal ideia?!


As vezes existem afirmações infelizes...

abr...prof...
 
À primeira vista, essa imagem pareceu-me um dos pulmões carbonizados que os empregados de bar ganham como prémio por trabalhar em ambientes com fumo.
 
O Joao Miranda gosta de estabelecer novos padroes de qualidade de emprego. Segundo a mesma lo'gica, a possibilidade de um trabalhador apresentar queixa por assedio sexual devera' levar a uma diminuicao dos sala'rios pois o "extra" que recebe por trabalhar num ambiente em que recebe "apalpoes" tera' de ser retirado.

Basicamente, tudo o que for prejudicial no local de trabalho so' ira' funcionar em beneficio do trabalhador, que sera' renumerado na devida correspondencia. Como por exemplo os mineiros, com expectativas de vida baixissimos, mas que naturalmente recebem bem melhor do que um instalador de paineis solares (nao e'?). Eu nao percebo nada de trabalho nem do que estou para aqui a falar, mas se se usar um modelo econo'mico com tres elementos a coisa faz sentido.
 
Seria de perguntar ao João Miranda por quanto dinheiro aceitaria ter um cancro no pulmão.
 
L.Rodrigues, como devoto liberal Joao Miranda nao se perturba com esses pormenores, ja indicou que (embora nao sendo perfeito) o mercado ajusta-se para tomar em conta todos esses factores. E' o que se diz de modo torturado nesse post.
 
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