31 maio 2006

 

As férias dos [norte-]americanos


Se para os explorados, a exploração é igual ao litro, já para os exploradores a coisa não é bem assim, especialmente se compararmos o modelo anglo saxónico com o outros europeus. Uma notícia no suplemento de economia do DN dá o mote mesmo que sóse refira a determinadas profissões:

"Caso: Americanos gozam férias a trabalhar

Nos Estados Unidos, o começo das férias pode estar próximo, mas para os americanos esse é também um período de muito trabalho. De acordo com um estudo elaborado pela Day-Timers, Inc. (...), os americanos despendem, mesmo em tempo de férias, mais de cinco horas a responder a e-mails e mensagens telefónicas relacionadas com o seu trabalho. Apenas 2% dizem estar completamente incontactáveis durante o período de descanso.

Um exemplo disso é o advogado Dennis Kerrigan, que passa uma grande parte do seu tempo de férias a responder a ao correio electrónico e em chamadas de conferência antes de fazer sequer uma refeição em família. Por agora, todos dizem querer continuar a trabalhar."

Comments:
Ao contrário dos trabalhadores ocidentais onde as férias são ansiosamente esperadas como um merecido descanso, no Japão não é grande a motivação em relação às férias. Uma pesquisa feita pelo Instituto Sanwa Research and Consulting, mostra que os assalariados não gostam de deixar os seus locais de trabalho para tirar férias.

De acordo com esta pesquisa, 68,6% dos assalariados têm pouco entusiasmo em relação às férias. Dos que descansam, apenas 20,8% tiram todo o período oferecido. É que no Japão, os trabalhadores têm direito em média a 17,5 dias de férias por ano. E dados do Ministério do Emprego mostram que em 1999 eles tiraram apenas 9,1 dias.

A pesquisa do Instituto Sanwa revela que os empregados ficam preocupados com os problemas que a empresa terá com sua saída temporária. Entre as principais razões alegadas estão: "como o ambiente do trabalho é bom, não tenho vontade de sair", "minha saída perturba meus colegas" ou "vou ter muito mais trabalho na volta".

O facto dos assalariados não se entusiasmarem com as férias é cultural pois para eles o trabalho é muito importante e inclusive muitos, para se sentirem ocupados, gostam de fazer horas extras e de trabalhar ao sábados. Há também o facto do trabalho em equipa ser muito valorizado e o empregado acredita que sua saída temporária pode perturbar a harmonia do grupo.

Estudos revelam ainda que muitos japoneses não sentem necessidade de descansar. Masanori Nosaka, funcionário do Ministério do Emprego explica que muitas pessoas com mais de 40 anos não sabem sequer o que fazer com tanto tempo livre. "Alguns chegam até a considerar que tirar férias é um pecado".

José Manuel Durão Barroso
 
Os portugueses estão entre o grupo de cidadãos mundiais que mais tempo de férias goza, pelo menos é o que revela um estudo da AON Consulting - terceiro maior consultor mundial de Benefícios Sociais - divulgado esta quinta-feira.


De acordo com o estudo, os portugueses gozam 22 dias de férias mas, segundo a actual legislação, este período poderá ser alargado três dias de acordo com a função do absentismo anual de cada trabalhador.

Com base numa amostra de trabalhadores em full-time em funções à sete anos, a pesquisa revela que os 25 dias de férias são também gozados na Áustria, Dinamarca, Finlândia, França, Hungria, Luxemburgo, Eslováquia e Suécia.

Comparativamente a países como as Filipinas, nas quais o período de férias não ultrapassa os cinco dias, Tailândia (6), Taiwan e Singapura (7), China (10) e Japão (12), Portugal goza o dobro, e em alguns casos o triplo, do resto da população.

José Socrates
 
é a velha historia

viver para trabalhar ou trabalhar para viver?

os franceses trabalham menos que os americanos, mas tem uma produtividade/hora maior que os americanos.
no entanto como os americanos trabalham mais horas produzem mais.

sinceramente prefiro o "trabalhar para viver".

isto, "muitas pessoas com mais de 40 anos não sabem sequer o que fazer com tanto tempo livre.",
assusta-me.
 
Os portugueses continuam a ser o país da Europa com menos faltas ao trabalho por motivos de doença. Lá caiem uns quantos mitos urbanos.
 
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