21 dezembro 2005

 

Em busca de justiça


Realiza-se em Nova Iorque em 20-22 de Janeiro, uma audiência popular para elencar e julgar os crimes de George Bush. Esta é só mais uma iniciativa entre muitas de julgamentos populares dos crimes da aliança americana. No Reino Unido foi a BBC que se viu forçada a encenar um tribunal no mesmo espirito, enquanto a campanha para acusar Blair de crimes de guerra continua. Até à data, a iniciativa com maior ambição foi o World Tribunal on Iraq. Esta coligação internacional de colectivos realizou uma audiência em Portugal onde se examinou a cumplicidade do Estado Português na guerra contra o Iraque. As conclusões redigidas com rigor jurídico que não abdica de ser político estão disponíveis em português.

A duplicidade da lei, a sua subordinação aos interesses dos autocratas da democracia está à vista de todos. A lei é propriedade do poder político, não lhe resta autonomia (se alguma vez a teve). Bush e Blair fintam acusações com inquéritos alegadamente independentes que concluem incertezas. As regras são que a quem se senta no trono da democracia tudo é permitido, e o bem e o mal são seus para reinventar.

Eles raptam e torturam inocentes. Eles põem escutas e invadem a nossa privacidade. Eles bombardeiam e envenenam um país. Eles matam. Estes crimes repetem-se em impunidade. A raiva nunca foi tão legítima, negam-nos justiça.

Comments:
É o doublethinking do Orwell,pois claro. Paz é guerra, amor é ódio, liberdade é ignorância. Mas olhe que por vezes há coisas que nos permitem ter esperança. Veja por exemplo este link http://www.thinkprogress.org/
 
Ganda blogue malta...
Parabéns.
 
Feliz Natal. Já viu a carta do prémio Nobel Harold Pinter que ele enviou ao júri do comité Nobel? Visite http://www.garfos.letrascomgarfos.net/archives/2005/12/24/harold-pinter/
 
Caro Daviduskas, estou de acordo que há sinais de esperança.
Cada infeliz soldado americano morto, constitui paradoxalmente, uma esperança que o povo americano ponha um travão à deriva fascista e criminosa da administração Bush.
Essa é a única via. A da resistência.
Resistir também por cá!
Todos os dias.
O inimigo está agora bem identificado!
 
Ó, Cabral, onde é que você anda metido? Ande lá porra, o Natal já acabou...

Abraço.
 
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